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"Criar as imagens com a pele": o gesto como processo de leitura háptica na experienciação de obras literárias digitais

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Abstract (in English): 

The replacement of mechanical-electronic interfaces for tactile haptic contact with the screen, using hands, fingers and, in some cases, biological bodies, brings to the fore a series of literal gestures with obvious influence on the way we read and write in digital multimodal environments. Making use of a rhetoric based on perceptual qualities such as “transparency” and “softness”, this prosthetic reduction seems to give continuity to an ancestral desire of immediate and non mediated access to knowledge. On the other hand, it ends up by paradoxically reinforcing the domain of visuality propelled by Gutenberg’s paradigm as well as an understanding of reading as a visual process. Based on approaches and departures that paradoxes like these are able to trigger, I propose to examine notions of touch and gesture, in relation to writing and reading processes. Namely, taking into account the way it was understood by artistic vanguards such as the Portuguese Experimentalists – whose intermedial, cybertextual and intersensory concerns are still able to give birth to renewed readings when it comes to transactions between literature and digital. Furthermore, a special emphasis will be given to confluences of both analog and digital gestures, as one of the central characteristics of haptic reading processes produced by actual and virtual manipulations of the text in digital literary artworks

Abstract (in Portuguese): 

A gradual substituição de interfaces mecânico-electrónicas pelo contacto tátilo-háptico com o ecrã, através de mãos, dedos e, em determinados casos, todo o corpo biológico, acarreta consigo uma série de toques e gestos literais com influência evidente no modo como lemos e escrevemos em ambientes multimodais digitais. Fazendo uso de uma retórica com base em qualidades perceptivas como “transparência” e “suavidade”, esta redução protética parece dar continuidade a um desejo ancestral imediato e não mediado de acesso ao conhecimento. Por outro lado, e de modo paradoxal, ela acaba por reforçar aquilo que à primeira vista parece contrariar: o domínio secular da visualidade propulsionado pelo paradigma de Gutenberg e um entendimento de leitura enquanto processo mormente visual. É com base nas aproximações e afastamentos que paradoxos como o acima referido despoletam que me proponho analisar neste artigo as noções de toque e de gesto, na sua relação com os processos de escrita e leitura. Como forma de sustentar o argumento delineado utilizar-se-á como exemplo particular o caso do Experimentalismo Português, cujas preocupações intermediais, cibertextuais e intersensoriais continuam hoje a despoletar renovadas leituras nas transações e interseções entre literatura e digital. Por fim, dar-se-á especial destaque à confluência de gestos “analógicos” com gestos “digitais”, enquanto característica singular dos processos de leitura háptica que decorrem de manipulações atuais e virtuais do texto na obra literária digital.

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Diogo Marques