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Corposcopio

Creative Work
Author: 
Year: 
2007
Language: 
Platform/Software: 
License: 
All Rights reserved
Record Status: 
Tags: 
Description (in English): 

Corposcopio is an experimental collaborative performance that associates circle dance and mobile technologies. The purpose of the interactive performance is to stimulate, simultaneously, the perception of the media in contemporary reality and the collective body emergence. Corposcopio departs from the experience of circle dance, a very ancient group activity, present in different cultures in the world, and aggregates real time image manipulation, software art, VJ, and remix aesthetics.

The transparent, ubiquitous and pervasive presence of computer systems in contemporary spaces is a quotidian fact. Nevertheless, the emergence of digital communities demonstrated the power of human factor in the disruptive use of technologies. Human beings are social beings. Our depart point is to bring an ancient practice, the circle dance, to the scenery of real time image manipulation, ubiquitous computing and mixed reality. The performance itself deals with co-creation development and uncertainty. Each performance has peculiar characteristics hence it is an open system, open to receive the group interaction and participation.

The circle is probably the oldest known dance formation. Ancient circle dances movements are cultural manifestations present in different countries around the world, including Greece, African, Eastern European, Irish Celtic, Catalan, South American, Central American and North American. They have a great power of community integration. The experience stimulates an extended consciousness, a simultaneously perception of the individual body and the collective body. Our hypothesis is that each group will catalyze the emergence of an embodied consciousness of our mediated situation in a different way. As Bernhard Wosien, one of the pioneer researchers on circle dance, has said, dance is a path to totality. In Wosien's view, circle dance has deep ritual characteristics and evokes a tremendous collective enthusiasm. In Corposcopio experience, we observed a great vibration produced by the group movement in harmony with the music. In Brazil, there is a lot of amazing circle dance and one of the most popular is called “ciranda”, whose movements are inspired by sea waves. Ciranda is performed by hundreds of people and some participants fall into trance.

The music has a fundamental role in Corposcopio project. The songs have been chosen by Andrea Leoncine and Andrea Soares, based on their research on folk music and Brazilian music. Dudu Tsuda has created new versions of traditional and folkloric songs, introducing unexpected accords and transformations on form. Tsuda's compositions are open systems that dialogue with enthusiasm and energy with the participants of the circle.

Corposcopio Project comprehends three different systems: the technological, the musical and the interactive arena, that is the place for the circle dance. The technological system is composed by systems of input and output. Two computers receive the images sent by mobile and unmovable devices. Wi-fi cameras, allocated in the dancers' bodies and cell phones transmit the images from the movable point of view. Three fixed cameras, situated around the circle and another one hanged on the ceiling provide the images from the unmoving angle. The camera situated on the ceiling transmits a design that reassembles different and dynamic mandalic patterns. The images received are manipulated in real time using Randox, software developed by Nacho Duran. The projection of images follows a script that has different levels and narrative elements.

(author description/statement)

Description (in original language): 

O projeto Corposcopio é uma instalação cíbrida que integra dois mundos. Por um lado, os participantes são convidados a vivenciar uma atividade muito antiga e presente em diversas culturas do mundo: as danças circulares. A proposta é estimular a experiência da riqueza ritual presente nas danças realizadas em círculo, de mãos dadas. Tais danças têm uma grande capacidade de agregar pessoas em grupos colaborativos. Por outro lado, questões referentes ao cotidiano tecnológico são propostas a partir da utilização de imagens midiatizadas, bancos de dados e remixagens. Nesse sentido, Corposcopio utiliza elementos tais como câmeras de vigilância, tecnologias móveis, aparelhos de telefone celular, estética do banco de dados, projeções e manipulações de imagens em tempo real.

O projeto é composto por três sistemas que se integram na atividade. O primeiro, composto pelos sistemas de captação e manipulação de imagens em tempo real, evoca o mundo dos VJs, da software arte e das tecnologias móveis. Nesse mundo de imagens, todo o grupo dialoga e se integra em remixagens, releituras e fragmentos. O segundo compõe a paisagem sonora, ambiente vibracional que interage com os participantes, em um diálogo co-criatvo. O terceiro mundo é criado pela interação das coreografias e os corpos dinâmicos. Nas versões que realizamos, foi evidente a importância da presença das coreógrafas na interação inicial com os participantes, na maneira de abrir o convite e conduzir as explicações dos passos. Os diálogos vivenciados extrapolam os níveis verbais e alcançam níveis sutis, de olhares, posições dos membros, bem como movimentos respiratórios.

O projeto Corposcopio conjuga três níveis de relações. No primeiro, buscou-se trabalhar com a percepção e o estímulo dos sentidos. A vivência da dança circular é altamente poderosa no sentido de gerar uma percepção do corpo como elemento dinâmico dentro de um corpo maior, o corpo do grupo. A escolha de músicas também teve por objetivo gerar integração entre os participantes. A seleção envolveu: músicas tradicionais brasileiras (cirandas, jongos e cocos): e músicas tradicionais de várias culturas (grega, israelense, nórdicas, escocesas, colombianas, entre outras). A experiência também se reforça a partir da projeção das imagens de corpos dos participantes e da criação de um corpo colagem, composto por fragmentos de corpos e interferências gráficas relacionadas a narrativas pessoais. Todos esses aspectos compõem o nível estético.

O segundo nível corresponde aos atos vivenciados nas possíveis interações. O projeto parte de uma asserção de repudio à espetacularização e assim, o caráter interativo é incentivado e constituinte da proposta. Logo no início da atividade, os participantes são convidados a se aproximarem do espaço integrador e compor a roda. Várias vezes, as pessoas que não aceitam o convite acabam participando num segundo momento, ao perceberem o envolvimento dos demais. Uma outra possibilidade de ação diz respeito à atividade de registrar imagens dos corpos em movimento e enviar por Bluetooth para a mesa de imagens, onde operam os VJs.

O terceiro nível compreende as relações lógicas que os participantes estabelecem com o processo. A proposta tem por objetivo instigar a percepção das múltiplas dimensões nas quais nossos próprios corpos transitam e uma reflexão sobre a atual condição cíbrida em que vivemos. Em outras palavras, o projeto evoca o corpo como um índice nos bancos de dados dos sistemas de vigilâncias e nos sistemas de informação e, ao mesmo tempo, o corpo em movimento e como um elemento ativo na constituição do grupo. Nessa zona de interstício, nessa vivência nômade e cambiante, o projeto se realiza como um discurso de expansão de consciência, pois, por mais paradoxal que pareça, somos, ao mesmo tempo, agentes determinantes nos grupos que compartilhamos e peças duplicadas, corpos sem órgãos nos sistemas informacionais.

(descrição da artista)

Research Collection that references this work:

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Luciana Gattass